quinta-feira, 13 de maio de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

Fossa de Babel Episodio 131




Estava à cinco meses no Ak47, fechado a minha vida com mais uns cobres pouco tinha mudado apenas fumava tabaco de melhor qualidade assim como o café o resto continuava igual um vazio do tamanho duma cratera marciana.
Ela era a sombra da traça que na lanterna incendiava a noite e que me fustigava. Não houve uma hora que eu a esquece-se pensando que nunca mais a veria, um forma paradoxal de esquecer lembrando-me, como se tenta-se gastar todas as recordações aos poucos até sobrar uma última e morrer a paixão ou o amor.
Mas na manhã de hoje olhava por a janela com a certeza da perda habitual e encontro-a a sorrir junto ao portão de entrada com o seu ar bem disposto.
Tivemos uma longa conversa fiquei a saber coisas deveras intrigantes a primeira é que Ginger é filha dum dos Membros do Concelho Supremo de Babel e que conseguiu ela mesmo desmantelar as fraudes que Crown r2 foi fazendo estes anos e deu-me a trágica noticia que pipa Brow um muido que tinha sido apanhado a masturbar-se em publico e que só conheceu verdadeiros
amigos quando se juntou ao colectivo vazio era seu irmão!
E fizemos então amor horas seguidas agora fito-a no sofá enquanto escrevo estas linhas no blog registrando que o professor voltou hoje mesmo ao Gerês para continuar o projecto sombra com o meu apoio. Sheng mandou-me o mail da CHina foi á procura de paisagens para pintar.
Eu sorvo o café e fecho os olhos sentindo as mãos quentes de Gingr pelas minhas costas e sinto-me tão longe de tudo do que sofri.

FIM?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Fossa de Babel Episódio 130


Ginger ficou rodeada por qautro dos novos guardiões e por momentos sentiu medo mas lembrou-se do que a mãe e o pai repetidamente lhe disseram quando ela embarcou para a Fossa e os pais renitentes ao que se ia passar deixaram-na ir na condição de ela usar um estranho medalhão com as armas de Babel e se ela algum dia tivesse metida nalgum problema que premisse o escudo que eles ou alguém apareceria em seu auxilio.
Ginger não exitou e premiu o escudo e rapidamente aparecem um batalhão de Guardiões Dourados que acompanhavam os pais de Ginger que rapidamente pegaram em Crown r2 a quem o Pai de Ginger reconheceu:
- Mas é um cidadão ilustre de Babel o que se passa Ginger?
- Esse Homem tem que ser preso pendem muitos crimes contra eles um deles implica alguém da nossa família terão que confiar em mim.
- Mas Ginger.....espero que não seja nenhum dos teus caprichos....
- Não pai a coisa é séria a ideia dos telhados foi de três cidadão da Fossa raptados.
- O senhor encontra-se preso para averiguações - o pai de Ginger era membro do Supremo Conselho de Babel.
Ginger sentia-se a desmaiar pela primeira vez na vida ficou mesmo contente de ver os pais. Sempre fora uma miúda independente habituada a ter asas soltas como uma borboleta bailando entre flores no pico da primavera.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Fossa de Babel Episódio 129


20º Dia


Tinhamos alguns segundos vinha um pelotão de novo Guardiões a caminho. Sheng berrava:
- Saltem para o elevador não tarda Crown R2 acordar e os Guardiões a chegar.
Num instante inesperado Ginger recua e deslarga a mão de Shane e diz-lhe que não vai com ele que é a coisa que mais lhe custa mas não vai fugir á lei, coisas de educação de Babel pensamos todos.
- Mas Ginger tínhamos futuro estávamos a começar a construí-lo e tu dás-me esta facada depois destes dias.
- Nunca o irias compreender agora e provarei mais tarde que gosto mesmo de ti agora salta para o elevador os teus companheiros aguardam-te.
Entrei no elevador cabisbaixo e olhei a cara cristalina de Ginger que se despedia antes de se entregar em direcção dos Guardiões.
- Vamos lá com isto - berrou Shane.
Sheng carrega no botão de descida enquanto se desce a vertiginosa velocidade e a pressão de 4G Shane solta uma lágrima está que surfando a gravidade que corta a cara no sentido ascendente e se esmaga contra a parede do elevador.
Finda a viagem saíram danificando mais dois Guardiões dos antigos e puseram a cabeça a pensar onde se haveriam de se esconder.
- Porque não um navio na zona portuária. - diz Shane - Não é uma zona de Guardiões por causa da água súlfurica poluída que lhe corrompe os circuitos e nós qualquer coisa mas é apenas hoje em principio.
Mais tarde deitado no convés sentia-se mais solitário do a lua no céu e ela hoje nem espelho faz devido ás nuvens que passam.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Fossa de Babel Episódio 128

20º Dia

Aí estava a porta aberta para a liberdade faltava-nos um quilometro por o meio de a multidão num mercado que mais parecia uma loja de moda de alta costura parisiense não só pelos preços como dizia Ginger mas pela ordem e disposição das coisas.
- Actuem normalmente - dizia o professor.
Mas o caminho como se começa-se a afunilar com o passar do tempo e aquela estranha sensação de ter vontade de ir à casinha...uns dizem que é medo eu cá acho que é a reacção do corpo à tensão.
- Lá está a duzentos metros Ginger tinha razão e o mapa também. São menos de cinco minutos até lá. Depois deixem comigo - diz sheng!
E assim os nosso amigos percorreram os 200 metros que faltavam, chegaram à porta dos elevadores neutralizaram os guardiões e sheng ligou-se à cyport:
- Preciso de dois minutos. E ao fim de dois minutos
Sheng ia gritar vitoria por o controlo do elevadores e só teve tempo para saltar e empurrar sheng que era atacado por um tipo de guardião novo, estavam dois com Crown R2.
- Shane temos de os atacar com inteligência talvez usem a mesma frequência que os anteriores destruimos-lhe a cabeça com os ultra-sons basta usares a perna da pulseira junto à cabeça.
E assim foi depois de alguns minutos tanto shane como
sheng tinham dado conta dos guardiões. Fica um impasse quem lutaria com Crow r2 ambos sabiam que ele era mestre em várias artes marciais, mas o ódio fez que o atacassem os dois ao mesmo tempo e ao mesmo tempo caíram por solo. Mais astuto foi o professor que lhe
deu com um dos vasos ornamentais na cabeça apanhando-o desprevenido.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fossa de Babel Episódio 127


20º Dia

Foi unânime não dava para esperar mais. Começamos por uma pequena mas necessária operaçãozinha para a nossa vida futura. O desvio de 20 milhões de créditos assim repartidos 10 Milhões para o fundo de crianças vitimas das deslocações e das guerras entre babel e a Fossa, o que daria fraldas e comida e alguns brinquedos para uns milhares de crianças durante uns cinco ou seis anos. O resto do dinheiro seria repartida por três, por mim por Sheng e por o professor dado a Ginger não o querer aceitar aceitar estranhamente iria-nos dar jeito para a nossa vida subterrânea que nos esperava na fossa ou era mais uns tempos nos campos de reabilitação coisa que eu não aguentava já me arrancaram o nojo humano vezes demais para dar mais uma volta no autocarro da inumanidade.
Ginger disse: - está na hora. Por está hora anda tudo a passear ao fim do dia de trabalho poderemos passar mais despercebidos por entre a multidão. Vamos então.
E assim Sheng liga o programa sombra e reza para que tudo dê certo até chegar ao próxima cyport que fica perto da "garganta ás tantas" e que lhe ira permitir fazer o comando do elevador. É um quilometro que nos separa da liberdade.
A porta abre-se os dois guardiões que guardam a porta estão adormecidos mesmo assim Shane e Sheng tiram-lhe as fotocelulas para os danificar de vez e mergulham os quatro na multidão.

sábado, 1 de maio de 2010

Fossa de Babel Episódio 126


19º dia

O dia abateu-se aqui dentre é escuro a única luz disfarçada com um casaco em cima é a do meu monitor a qual abafo com o casaco do Professor Acácia não vão descodificar a batota no sistema de vídeo e deitar tudo a perder.
Babel existe mas a sua sombra é nossa e temos dois dias para preparar-mos a fuga. Vamos ter que confiar no desenhos do tele-ordenador que em principio estão correctos mas também nos olhos de Ginger que conhece o terreno e não se terá modificado assim tanto num ano.
EM principio será uma saída directa à "garganta ás tantas" pois a última vez que aqui brinquei ao
dinheiro deu para o torto e melhor não insistir uma segunda vez se não foste feliz à primeira. E depois fazer os 8 kilómetros que nos separam do chão a uma velocidade de 500km por hora.
E com alguma sorte nem guardiões nem ninguém nos vai chatear. Porque as nossas duas pulseiras estarão programadas para os repulsar em termos de frequências de ultra-sons que foram modificados para os atingirem a eles podendo mesmo danifica-los de vez hihihihhihi.
Agora é certo acabo de confirmar os valores do musgo o professor fez um excelente trabalho o musgo establizou e parou de crescer. Estou cansado doiem-me a retina
precisava de umas gotas nos meus olhos rasgados e pequeninos.aaaaaaaaaaaaHHHHHHHHHHH (SONO)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 125


!7º Dia

Isto começava a ficar aborrecido. Não tínhamos nada que fazer tirando estar atento aos dados de crescimento do musgo que chegavam ao computador do Sheng.
Ele sim estava divertido entrava e criava novas passwords com o seu programa sombra e meia Babel já estava controlada por ele o que nos iria dar muito jeito.
No meio de tanta segurança sentia que algo ia correr mal, "fellings" dum homem batido no terreno.
- Shane, Querido que se passa contigo encontro-te algo tenso...diz-me o que se passa...
- Nada Ginger estou assim fruto da situação toda.
Ginger aproxima-se e abraça Shane com toda a força que dispara sem pensar muito no que diz:
- Assim alivias a minha dor...não sei por quanto tempo mas alivias...
- Falas como se previsses um Adeus...
- Sou um homem mais velho conheço as necessidades de uma mulher como tu, o que eu não te posso dar e o que tinhas a fazer na fossa está feito....podes ter uma vida perfeita em babel como professora universitária...
- Shane para de te armar em vitima e em homem modesto és alguém muito importante para mim....
E caíram no silêncio inrronpendo num beijo de afecto olhando os dois pela pequena janela com vista para a ex-cidade de aço.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 124


15º dia

Procurei a paz faz tempo aqui
fumegante nas asas dum colibri
nestes jardins suspensos
onde passaram belos os tempos
até que a torre embateu no céu
e cada um seguiu o seu
caminho para a sua utopia
e nos quatro cantos da terra nascia
uma língua uma tribo nova
babilónia crescia mas estava
corrunpida e sem lei
e eu atadado nas mentiras que inventei

- Shane o que fazes?
- Estou aqui nas minhas escritas, a "deitar para fora". Nunca te mostrei o meu blog....ainda não
tivemos tempo para isso :). Mas havemos de ter....havemos de ter....
Ginger corou e pensou como é um acto estranho lermos textos mais íntimos das pessoas que amamos. Por vezes sentimos-nos parte do mesmo outras não nos identificamos nada.
- Ginger aqui fica a história de babel toda a gente já a deve conhecer mas aqui ficam os textos bíblicos. A história é encontrada em Gênesis 11:1-9:
1 Em toda a Terra, havia somente uma língua, e empregavam-se as mesmas palavras.
2 Emigrando do Oriente, os homens encontraram uma planície na terra de Sinar e nela se fixaram.
3 Disseram uns para os outros: «Vamos fazer tijolos, e cozamo-los ao fogo.» Utilizaram o tijolo em vez da pedra, e o betume serviu-lhes de argamassa.
4 Depois disseram: «Vamos construir uma cidade e uma torre, cujo cimo atinja os céus. Assim, havemos de tornar-os famosos para evitar que nos dispersemos por toda a superfície da terra.»
5 O SENHOR, porém, desceu, a fim de ver a cidade e a torre que os homens estavam a edificar.
6 E o SENHOR disse: «Eles constituem apenas um povo e falam uma única língua. Se principiaram desta maneira, coisa nenhuma os impedirá, de futuro, de realizarem todos os seus projectos.
7 Vamos, pois, descer e confundir de tal modo a linguagem deles que não consigam compreender-se uns aos outros.»
8 E o SENHOR dispersou-os dali por toda a superfície da Terra, e suspenderam a construção da cidade.
9 Por isso, lhe foi dado o nome de Babel, visto ter sido lá que o SENHOR confundiu a linguagem de todos os habitantes da Terra, e foi também dali que o SENHOR os dispersou por toda a Terra

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 123


O professor saiu com R2 Crown. A missão ainda não se tinha desenhado na cabeça do professor mas com a tecnologia de Babel as coisas resolveriam-se naturalmente.
- Preciso duma sementeira sónica para adaptarmos a um heli de combate a incêndios....terei de lançar mais sementes eu sei que têm dessas maquinas por aí desde o tempo em que eu fui aqui professor.
Faz anos que deixei a Universidade Universal de Babel acusa de usar métodos subversivos para ensinar. Foi pacifica a minha ida para a Fossa um papel um carimbo e uma viagem nos elevadores conhecidos por "gargantas ás tantas" pela quantidade de pessoas que por lá passaram e nunca mais regressaram. Vivi anos sem falar com ninguém pois tinha habilitações a mais para ensinar na Fossa e não tenho grande jeito para as relações humanas tenho dados uns namoricos com as meninas lá do Centro no Gerês mas não me esqueço da noite que conheci Shane aquele meio farrapo homem que tresandava a álcool desafiou-me a falar do caos e do nada tinha umas ideias interessantes mas levei-o a voar noutras galáxias nessa noite. Essa noite fez-nos amigos
inseparáveis e embora ainda beba já não é o farrapo que conheci.
No topo do heli o professor ligou a sementeira sónica que começou a disparar sementes que voavam pelas mangueiras para o topo dos telhados.
O dia dia parecia ganho....agora era esperar mais um dias e encetar uma fuga para a fossa que viverem Babel já não era projecto de vida para ele. Babel era uma equação perdida, a única que provavelmente não resolveria na sua vida.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 122


14º Dia de Cativeiro

- Rapaziada desmarquem o que tem para desmarcar que vou ter que chamar cá o R2 Crown tenho que ir inspeccionar os telhados para ver como vai o crescimento do musgo só os dados tornam-se-se arriscados numa situação como esta. Invertam as pulseiras para o modo antigo ele não pode desconfiar de nada. EU aplicarei o musgo esterelizado geneticamente impedido de se reproduzir que misturará com o já existente e criará uma colónia esterelizada, aviso mais uma vez que a longevidade do musgo é secular não nos chatearão durante muito tempo.
Passado um bom quarto de hora aparece R2 Crown impositivo como sempre entre e tenta provocar Sheng e Shane mas eles fazem-se despercebidos:
- Muito bem professor conseguiu amestrar os seus caõzinhos.
Sheng não se ficou com a ofensa e salta disparando um pontapé com toda a velocidade neutralizado prontamente pela pulseira. Shane acorre ao seu companheiro sussurrando:
- Essa não foi de mestre meu velho Sheng!
- A ilusão é o princípio de enganar; fazendo acreditar! -sussurra também Sheng Wayne.
- Volto mais tarde para passar um correctivo a estes dois palhaços....professor vamos embora que o tempo urge.
- Boa sorte professor - exclamamos os três restantes.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 121


13º Dia

A sala começa a ser pequena para as nossas intimidades e as nossas intimidades grandes demais para a falta de esperança para os dias que se avizinham. Ela é uma mulher sensata e estou certo que já pensou no futuro da nossa relação. Mas dentro de dias vai ter que escolher entre a sua vida pacifica em Babel ou uma vida agida na Fossa onde teremos de viver na clandestinidade.
Viver sem rosto é complicado um ai a mais e deitas tudo a perder com um pouco de sorte ainda o poderás fazer umas ou duas vezes mais mas mais do que isso os guardiões topam-te.
E depois que vida lhe posso oferecer como fotografo de Árvores e Analista de DNA das mesmas, eu sei que as mulheres procuram um pouco mais do que conforto nos braços dum homem, também procuram a sua força. E a minha força foi-se com os anos mal dormidos e com esta doença que me consome o tempo e a disposição mental.
Olho a janela e vejo o verde cada vez mais verde, Babel hoje pela primeira vez é regada pelo heli-combate-fogo nos edifícios e o seu roncar lembra-me
arcaicos helicópteros que passavam em patrulha em frente a casa na infância.

sábado, 24 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 120



10º dia de cativeiro

- Shane vais ter que ter muito cuidado, o que eu quero apenas é que saías uns minutos para testarmos se o programa sombra funciona e se sempre podemos desligar as pulseiras não vá isto ser tanga e falharmos quando for mesmo preciso. Levas o Professor contigo eu já fiz um vídeo
para os enganarmos em termos de vigilância da sala...aproveitei uns planos dos beijos teus com a GInger assim ficam mais entretidos...hihih.
- Só não percebi porque levar o professor e ginger três somos muita pessoas chamamos muitas atenções...
- E se te der um ataque devido à pulseira quem te tira da cena. Quero apenas uma volta de minutos. Nunca sabemos quando aparece Crown R2. Quero apenas saber se o sinal lá fora é o mesmo que aqui nesta sala prisão.
Então lá saíram os três estranhando a falta de guardas ou seria Sheng Feng que os neutralizava
com o seu programa, entramos numa pequena área comercial tudo muito esterilizado como se houvesse medo de infecção ao comprar os produtos.
- AAAHHHHHHHhhhh - grita Ginger - carteiras Kholt - na Fossa custam 1000 vezes menos. A vida anda cara por aqui.....
- GInger controla os teus instintos de mulher às compras que andamos cá por outro motivo.
- Bom está na hora de regressarmos - recordou o professor, e assim recolhemos com pena de novo ao abrigo sem que tenhamos sido dectetados.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 119

Nono Dia

Acordo antes de Shane e de todos os outros e dirijo-me à janela e vejo Babel imponente na seu
esqueleto de aço agora meio estranho que começa a ficar esverdeado nos topos.
Passei quase dois anos na fossa fazendo trabalho comunitário maioritariamente burocrático, nada que me prometeram como trabalho de campo.Mas cabei por me envolver com um homem que ainda hoje não sei se o conheço mas admiro a sua forma de pensar e agir, foi com ele que consegui fazer um trabalho real com as crianças selvagens.
Se temos uma relação é óbvio, o que vai ser dela parecem-me mais difusas que as sentenças e advinhas de sheng wayne.
A fossa é um lugar à partida perigoso e escuro onde habitam as misérias do mundo que me fizeram sair da cabeça os sonhos de menina e entrar na couraça de mulher.
Olho para todos nesta sala e sinto-a uma família de facto mas a minha família real deve estar a ficar preocupada tenho que pedir ao Sheng se me deixa usar o mini tele-ordenador para mandar uma mensagem se é que é possível sem sermos detectados.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 118




O Oitavo Passageiro, ou melhor o dia 8 de cativeiro.
-Shane acorda meu bezerro sei que é bom estares aí embrulhado com a Ginger mas algum tem que me acompanhar nos raciocínios. Fisguei mais uma acabei de entrar na central de monitorização das pulseiras elecrotonicas...ehehehehehe...sempre sonhei com isto durante estes anos todos.
-Sheng continuas o meu hacker favorito (e beija-o na cabeça) desliga já esta porcaria....
- Não Shane é imprudente até eu fazer um software sombra que engane a central e que diga
que continuamos os dois monitorizados:
- Rapoza magra não deixa pegadas;pronta para caçar!
- Entendido Sheng! se sabes dados para o professor sinto que está a ficar preocupado.
- Pelo que eu ententendo dos padrões que vão chegando está tudo normal mas mal ele acorde eu
chamo-o para verificar os gráficos de valores de crescimentos do musgo. Entretanto vou fazer o programa para as pulseiras e sacar uns créditos para uma conta virtual pode dar jeito para nos
movimentos em Babel numa possível fuga. Haaaaaaaaa......e não sou assim tão génio acontece que aqui as pessoas (as poucas que existem) são tão ricas que não precisam de se defender de ataques informáticos por causa de dinheiro, na Fossa a vida é mais dura.
- Gostava de ver os meus pais -suspira Ginger filha garbosa de Babel.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 117



Sexto dia de cativeiro, estou pregado á janela onde a tristeza passa melancolicamente enquadrada. Nos telhados dos edifícios em frente começam-se a ver tingimentos de verde, de esperança neste caso, mas estarão os cálculos do professor certos ele não costuma falhar daí ser meu amigo e meu mestre.
Foi ainda em Babel que o conheci na altura entregava-me a actividades jocoso-marginais e com isso arranjei uma grande "depressão" da qual não tinha olhos para sair. Foi então que conheci o Professor num bar,ele falou-me no nada tema que sempre me tinha interessado mas que nunca ninguém mo tinha explicado tão bem.
Com algumas sessões de terapia e algumas tizanas amargas largas todos os químicos e psicotropicos que tomava e encetei o caminho do verdadeiro nada.
- Shane! olha anda ver tenho novidade, entrei no sistema bancário, muito fácil já podemos encomendar pizzas....hahahahahahah -diz Sheng Wayne....
- Meninos, careço de dados isso é que é importante vamos ter que parar a multiplicação a tempo do musgo, eu já tenho uma versão estrelizada feita no laboratório só preciso saber a hora de o fazer. Eles não podiam ficar com o o bolo todo chega a uma altura e é melhor sermos nós a controlar a função reprodutora e de crescimento do musgo....
- Professor sábio como sempre....
- Estarei atento então Prof.- diz Sheng Wayne

terça-feira, 20 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 117

Tínhamos três semanas de espera antes que o musgo cresce-se até ao tamanho ideal o que se
poderia tornar uma coisa aborrecida sem ter nada que fazer.
Sheng wayne descobriu na sala uma entrada cyport com acesso a todos os terminais informáticos de babel. Ele tinha uma espécie de manga portátil com um teclado e monitor anatómicamente
adjustável.Estávamos indecisos em ligarmos-nos poderíamos queimar um trunfo que fosse dar jeito maistarde, não sabiamos o nivel de segunrança.
Mas eu pressionei Sheng e atirei:
- Liga lá essa porcaria, aposto que eles têm um bug no sistema.....
- Calma Shane...isto tem os seus truques.
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% estamos lá dentro: BABEL INFO CORP.
- se nos descobres e o que podes fazer com as pulseiras- diz Shane- não para agora mas quando for necessário sei que quando não formos necessários nos vão despachar se não for for a morte mandam-nos para o campo de reeducação e eu não aguento aquilo duas vezes.
- Bem pensado Shane, prioridade número um. - Diz Sheng.
- Professor algum pedido? -grita Shane.
- Se conseguirem acompanhar a experiência e os dados que eles estão a conseguir agradecido.
Assim cresce a animação entre os nossos companheiros que faz alguns dias vêm a sua fortuna ao revés.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 116


Comecei a despertar lentamente como se duma viagem por uma nebulosa tivesse acontecido,acordava dos sonhos mas desta com a sensação espacial de deslocação. Tinha a cabeça
atordoada e na boca gosto um estranho sabor químico, tínhamos sidos postos a dormir de certeza.
Levantei-me e procurei Ginger que ainda se prostrava suavemente, a luz das janelas feria-me
os olhos não reconhecia esta luz (ou melhor tinha-me esquecido dela) e como um campo de
gelados no pico de Agosto aí estava Babel com os seus edifícios em brasa.
- Bom dia Shane - dormes há 3 dias - riam-se Sheng e o Professor.
- Bom Dia o que aconteceu?
- Como esperavam problemas da tua parte meteram-te knock out com um sonífero falavas
com Ginger e ele levou com ele por arrasto.
- Tinha saudades de ver o sol dessa cor mas a situação está critica . Não é que esteja preocupado com babel mas isto tudo pode abalar e adeus Fossa.
- O Plano já está em marcha é rezar para que dê certo...-diz o professor.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 116




16 horas depois o nosso "sinc floro" o computador cá da casa tinha os resultados sobre a termodinâmica do musgo e tudo indicava a querer que era possível mante-los aquela altura desde que irrigados periodicamente. Sheng Wayne ainda sugeriu uma forma mais barata de irrregar o musgo com helicopeteros de combate a incêndio a prédios de grande altitude evitando assim estar a instalar dezenas de tubos e fazer milhares de furos.
EU bebia um café enquanto os outros dois trabalhavam afinal velei por eles durante a noite. Ginger tentava ordenar o pouco cabelo que tenho como que me dando carinhos perdidos nestes dias.
- Por onde andas-te meu vadio?
- Por aí em fugas precipitadas e desencontradas até ao fatal encontro com R2 Crown.
- TU conheces R2 Crown?
- Por acaso foi o traidor dos 15 no Centro Nacional da Impressão da Moeda. Por culpa dele morreram 12 pessoas.
- Estás a falar a sério, começo a perceber porque ele me algemou fui o isco perfeito para te atazanar a cabeça.
- Sei que aqueles dois o sheng e o Prof. devem ter as ideias fechadas e a pesca do Hao4 previu uma Ascenção.
- Não fiques nervoso não temos grande coisa a fazer senão colaborar...
Entretanto na sala Sheng vira-se para o professor:
- Tudo cabe na natureza até a ciência, Deus algures!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 115




Chegados ao Gerês o professor foi directamente para o arquivo de dna de Plantas e eu e o Sheng começamos a pensar em maneiras de nos livrarmos dos guardiões e metermos as mãos no R2 Crown.
O professor Acácia testava vários cruzamentos cromossomáticos em busca da variável perfeita.
Enquanto bebíamos um chá orgânico e falava com Sheng olhava Ginger que se passeava por entre as plantas do horto que tinha uma colecção pequena mas respeitável de 2000 espécies de árvores, arbustros e flores onde íamos buscar muitas das ideias parra desenhar-mos "plantas", ou rosas verdes fluorecentes ou orquídeas negras novidades da flora com as quais ganhamos dinheiro para manter tudo isto, mas é claro que não chegava daí a ideia da campanha de reflorestação e dos diamantes.
Passavam já 24 horas toda a gente dormia eu fui tapar o professor com uma manta o computador continuava em busca de dados e não se sabia quanto tempo iria demorar.
Preocupava-me em mim a "mensagem" da carpa.....da elevação que raio iria acontecer e estava com uma sensação desagradável, um pressentimento, que algo iria correr mal.

sábado, 3 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 114






Depois de passarmos algumas horas sem ideias nenhumas ouve-se um berro do professor e grita:
- Já sei se conseguirmos "desenhar" uma espécie de musgo que se adapte aquelas temperaturas e aquela altitude talvez conseguimos resolver o problema duma forma quase gratuita.
- Professor fale baixo eles têm a sala cheias de microfones de certeza e nós precisamos de garantir a nossa sobrevivência.
- (muito baixinho Shane diz) Lembrei-me agora das Sequoias depois das primeiras mutações elas desenvolveram uma espécie de musgo que as protege do calor mas estamos a falar apenas em 100 metros de altura não sei o seu comportamento a uma maior altitude.
- Shane é uma excelente ideia....Mas vamos ter que a testar em laboratório ou então redesenha-la o que iria demorar mais tempo e nunca sabemos os efeitos secundários em menos de um ano.
- Não vos sabia tão geniais - diz Ginger com um ar coquete. Shane sorri o professor e Sheng ficam envergonhados.
- R2 Crow precisamos de ir para o nosso centro de estudos no Gerês ponha lá esta geringonça em marcha.
- Raios bem lhes disse para meterem um laboratório a bordo. -pensa R2 Crown.
-Shane claro que já lembrei que terão que fazer goteiras de águas pelos edifícios pois sem água não temos musgo e a minha esperança é que os que solidifiquem nas camadas sombrias dêem força ás camadas superiores senão lá vai a nossa ideia. Se bem que este musgo mutante é bastante poderoso.
-Bem professor desta vez a viagem para o Gêres tem uma cosia de Positivo, em principio ninguém nos assalta.
-Hhehehehehehee,AHAHAHHAHAH,HIHIIHIihihh- gargalhada geral.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 113



- Talvez - diz o professor....correm muitos rumores na fossa talvez alguns sejam verdadeiros....mas para não passar de um mero adivinho que o meu ramo é a ciência passo-lhe a palavra...
- Bem deixe aqueles dois palhaços juntarem-se à mesa sei que ambos dão boas ideias...Shane, Sheng aproximem-se! Desde há uns anos para cá começamos a ter um problema de aquecimento em Babel, a altitude dos andares que chegam a ter duzentos e muitos alguns trezentos pisos e a sua estrutura metálica fazem um espelho térmico como que cozendo babel. Os nosso "crânios" tentaram várias hipóteses mas ou eram demasiado caras ou demasiado infuncionais. Soube do Porjecto Sombra...
- Aí está o velho problema construção a mais -diz o professor - e árvores a menos. E o que vamos ganhar nós contudo isto afinal somos caídos de babel o SHane e o SHeng ainda vão para os campos de reeducação...
-Quanto a isso não posso fazer nada....senão dou a cara de mais e podem-me conectar com a noite do assalto. Mas posso resolver os vossos problemas de dinheiro.
- Quem te disse que o teu dinheiro nos interessa. Não nos vai comprar assim tão facilmente.
- Ok eu tentei ir pela via diplomática. E heis que R2 Crown bate palmas e aparecem mini-guardiões com Ginger algemada...
- GInger - grita shane virando-se para R2 Crow - toca-lhe num cabelo e não sei o que te faço.
- Pois muito bem podem ficar com ela por enquanto pode ser que vos inspire alguma ideia HAHAHAHAAHAAH....tem 24 horas para me dar uma resposta!
Corri para GInger e dei-lhe um abraço onde cabia o mundo, o nosso mundo e fiquei uns segundos como que a flutuar sem a consciência que estamos metidos num grande problema.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Fossa de Babel Episódio 112

Ali estávamos nós em frente a uma parede de aço 14 guardiões e uma Mega-Torre de Combate (tipo as inventadas pelos romanos) de aço que desafiava os céus com um ar desafiador.
- Hao's peguem no terço do produto (3 diamantes mais um gentilmente oferecido pelo Shane e pelo Prof. Ácacia) e levem-no à Irmandade e agora pisguem-se os cinco daqui é connosco que eles querem conversar. Vá rápido!
- Hahahahahahaha tu e o SHane sempre com essas patetas atitudes de nobreza. Estou-vos a ouvir faz tempo.-grita ele da torre de combate.
- Crown R2, filho da mãe. Foste tu a trair-nos naquela noite, por quantas moedas te vendes-te?.- pergunta Shane
- O nível de vida em babel é elevado teve que garantir a minha vida. Com um alto funcionário das finanças engendramos o plano que vocês tinham queimado os milhões do cofre e foram divididos por os nós dois. HAHAHAHAHAHH.
- Matas-te 12 pessoas.....seu canalha....diz Sheng
- TUdo na vida tem um preço e agora pouco barulho eu mato mais três.
O professor parecendo mais prudente e mais frio do que nós pergunta-lhe:
- Afinal o que o Senhor deseja de nós? Nenhum de nós tem problemas com a lei e se os tem está a cumpri-los...
- Finalmente alguém com cabeça. Vou abrir a porta da torre entrem para conversarmos.
A porta abriu-se subimos o elevador da torre e Sheng e Shane atiram-se imediatamente a Crown R2 mas logo são activadas as pulseiras e ficam esticados no chão a gemer.
- Professor deixe esses dois aí a esfriar a cabeça um pouco e vamos ao que eu pretendo. Já ouviu falar nos problemas de aquecimento de babel?

quarta-feira, 31 de março de 2010

Fossa de Babel Episódio 111

O armazém (variável B) de Sheng Wayne ficava perto de um belo regato, aproveitamos o tempo morto enquanto o prof e o Sheng estavam a montar com as peças que tínhamos recolhido pelo resto da manhã e o principio da tarde o Foto-atomizador.
Um dos Hao, nomeadamente o Hao4 um dos cinco irmãos que nos seguem fielmente reparou que no kit de sobrevivência existia material de pesca.
Montou rapidamente um pequena cana de pesca e atirou-se ao regato como se atirara-se ao maior dos rios do mundo. Dois peixes dourados saíram de rajada.
- Era o professor e o Sheng Wayne.- gritou ele. Sorrimos todos cá em cima. Mas eis que engata uma monstruosa carpa que quase lhe leva o dedo, batalha com ela algum tempo para sentir a força do animal, recolhe-a desprende-a e deita-a de novo à água.
- Hey Senhole Shane alguma coisa vai cole-le mal. - diz Hao4.
- Hummmmm.....sim eu sei que a carpa significa imortalidade e costuma ser representada pela sua ascensão de rios, representa a força. Mas o que tudo isso terá a ver connosco. Bem o tempo escreve a história.
Entretanto entro lá para dentro para ver como correm as coisas.
- Põe estes óculos Shane ou ficarás a ver ás "cores" a vida toda!
10.9.8.7.6.5.4.3.2.1.0...zzzzzzzaaaapppppppppppppppppppp
-Para para não acontecer da última vez. - Grita o professor.
O professor corre para o foto-atomizador e encontra 10 pedras preciosas em bruto...Shane sorri e eu sinto-me perdido das ideias entre os diamantes e carpa.
Professor, Shane, Sheng - grita Hao2 - estamos cercados.
Saímos cá para fora 15 guardiões tapavam-nos o caminho e éramos muito poucos para travar uma batalha...

terça-feira, 30 de março de 2010

Fossa de Babel Episódio 110



Saltava junto ao rodado do camião e avançava pela estrada como se fosse ao encontro de uma coisa má, terrível até mas por outro lado o fascínio de ver o foto-atomizador ligado e resolvermos
muitos dos problemas que todos temos por diversas questões.
Muitos pensam que eu Sheng Wayne me meti nisto por dinheiro, conheço uma vida muito dura, eu sou um dos filhos da guerra anti-Babel travada no princípio do sec.XXI. Foram tempos de fome e miséria no Extremo Oriental da Fossa, existíamos muitos dado ao boom económico desses tempos e ninguém contava com a expulsão levada a cabo pelo guardiões. Pertenço desde então a uma irmandade que jurou enquanto puder que não haverá uma criança sem um brinquedo e a passar fome.
Sonho com fogueiras à noite e de adultos mais assustados que o medo e a caírem um por um até dar comigo abandonado. E o estar sozinho é isso, primeiro é indignação que ninguém apareceu para o chá, depois é a verificação que o chá está frio e que já não serve para nada isto é serve apenas de uma pequena metáfora para o terror da solidão.
Guio o camião e penso nos campos de reeducação talvez venha daí a má sensação e dou um toque nos dados que estavam pendurados no espelho que tinham uma espécie de guizos, são divertidos.Penso no meu velho mestre e numa das suas lições:
- Estrada sem direcções e um nome próprio, Antiga Errância!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Fossa de Babel Episódio 109


Hoje não me apetece fugir. Faço-o faz anos quer na realidade quer nos sonhos, alguém me cortou a corda do existir monitorizando-me os sonhos e os pensamentos.
Hoje caminho junto ao velho casario que se espelha junto ao rio onde se sente a história perder-se no beco das estórias.
A noite cai acendem-se as luzes sobre a Ponte ligando-me a retina dos olhos levando-me a uma lágrima solitária a rebentar a poça onde morava a lua. Caminho também no reflexo do rio lamacento à procura duma porta mágica que me leve a ti, Ginger.
Logo vira a madrugada e da noite restarão apenas sombras que se dissolverão na luz da manhã, e a manhã trará de novo a tarde e a tarde a noite e a noite os dias.
- Shane acorda temos que nos ir daqui a esta hora já nos controlaram os pensamentos de ontem - diz o professor
- A única ideia que tenho e irmos para os bosques e regressarmos pela noite.
- Mim ter outra ideia eu tele outlo almazem....e outlos lugares de amigos....podemos tentale fazele isso quanto antes - diz sheng wayne.
- Então toca a andar, não podemos deixar nenhum vestígio de fogueiras ou alimentos ou somos detectados e vai um esconderijo à vida.

sábado, 27 de março de 2010

Fossa de Babel Episódio 108


Depois de uma atribulada viagem de camião a queimar todos os vermelhos (semáforos faça-se notar) e afins chagamos à colina e logo encetamos a caminhada pelos bosques depois de uma hora de caminho era uma marcha mais apressada do que o habitual chegamos ao acampamento da Kids Sauvage.
Decidi ir sozinho auscultar terreno e ver o que se passava por lá e se era seguro o resto dos membros exporem-se. Logo encontrei um "ofical" que me reconheceu, tínhamos jantado uma vez em casa de Ginger com ele e a mulher.
-Boa noite...estranhas horas para passear no bosque especialmente por aqui....-retorquiu ele.
-Ouça estamos metidos numa certa embrulhada eu sei que já nos detectou a dois de nós pelas pulseiras....a única coisa que lhe peço é alguma comida para passarmos a noite por aí escondidos.
- Vou ver o que posso fazer mas agradeço-lhe que espere junto ao arbustos lá traz.
Ordem acartada e aguardei junto dos companheiros por o oficial que regressou com um porta paletes flutuante com pack's de exploração para 10 pessoas ainda nos sobravam dois para dividir em caso de emergência.
Antes de o oficial partir perguntei-lhe:
- ENtão Ginger que é feito dela?
- FOi uns dias de licença a Babel ....problemas familiares....
Fiquei como que destroçado, não que a quisesse envolver nesta luta mas o seu carinho era uma arma contra os Guardiões. Pegamos no material e fomos-nos esconder numa das antigas casas da zona como são de pedra o sinal dos emissores torna-se inperceptivel.
Depois de toda a gente instalada e os turnos de vigia terem começado ainda atirei para o meu bloco:

Estranha esta atitude dos Guardiões porque razão estariam eles interessados nos nossos planos do atomizador não seriam por causa dos diamantes afinal ele tem todos os recursos possíveis e imaginários.

Porque terá ido Ginger sem me dizer a babel se a licença dela só acabava no fim do ano

Muitas perguntas e o corpo pede apenas para adormecer...olhos pesados...hipnose do sono!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Fossa de Babel Episódio 107

Sheng Wayne pega num extintor e dispara-o para dentro do tele-ordenador de pois de lhe tirar a tampa provocando um curto circuito no mesmo.
Entretanto saímos em fila indiana para não activarmos os sensores dos Guardiões. Uns 500 metros À frente somos barrados com o primeiro Guardião. Eles antes de se expandirem até parecem seres derrotáveis mas expandidos e com 3 metros e meio de altura são um pouco aterrorizadores.
- SHane -grita Sheng- a única forma de os derrotar e fazer manobras de diversão tipo índios à volta da caravana até alguém conseguir saltar-lhe para as costas e lhe arrancar as placas foto voltaicas.
E assim começou um cena de pancadaria das antigas, sheng wayne aplicava o seu kung fu para o despistar, eu safava-me como podia mas a sua trupe de amigos era incansável em dar nós cegos ao Guardião que começou a ficar desorientada foi quando o professor Acácia tenta saltar para as costas e foi ripostado com um soco do Guardião que nessa sua distracção Sheng Wayne fez saltar as células e o robot imobilizou-se.
- Uma ideia rápida para nos escondermos? - disse o professor.
- Tens transporte para todos Sheng?
- Camião, ehehehehe.
- Então vamos para a colina escondermos-nos na zona das crianças selvagens.
- Existe por lá uma equipa da ONG" kids sauvage" onde podemos arranjar alguma comida e depois esconderemos-nos nas casas antigas. Também conheço alguns miúdos se ainda não foram recambiados.
- O tempo urge copiosamente na desgraçada; gongo dita sentença!
- Sheng Wayne filosofamos mais logo põe esse camião a tocar.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Fossa de Babel Episódio 106




Sheng Wayne ficou a modos de que pálido fazia muito tempo que não ouvia falar deles, propriamente desde a data em que tínhamos sido presos.
- Sheng este é o professor Acácia orientador do Projecto Sombra é com ele que te tens que entender eu vou guardar as entradas com eles não facilito duas vezes.
Sheng desatou a dar ordens em mandarim para umas cinco pessoas que estavam no escritório suponho que a manda-los fazer o que eu me tinha propósito.
O professor Acácia tira o chip do brinco na orelha e com a ajuda de Sheng que desliga o tele-ordenador da rede e o liga a um projector.
-Hummmmmmm....o projecto está correcto Professor o único passo incorrecto a meu ver é algum descuidado da sua parte no arrefecimento do atomizado que como percebi é composto por uma parte de desmembramento molecular e outro de reagrupamento molecular onde os átomos se juntam nas combinações que indicarmos, daí a possibilidade de aproveitarmos as moléculas de carbono de CO2 para a estrutura molecular dos diamantes.
- O Shane acertou quando disse que poderíamos contar consigo.
- Se não for para fazermos grande estardalhaço resolvemos isso com estruturas de arcas frigoríficas.
Shane inrompe pelo pavilhão ao berros e diz:
- Vamos ter que nos desmarcar daqui já andam luzes por cima do pavilhão. Parta o tele-ordenador Sheng e vamos-nos quanto antes.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Fossa de Babel Episódio 105


Aterramos como se fosse uma aterragem duma colher numa tigela de soufle, suavemente. Estava deveras preocupado o que andariam guardiões de babel cá por baixo a fazer e mais do que isso porque estariam interessados nos nossos planos e agora o que mostrariamos ao sheng wayne.
Propus apanhar-mos o expresso até o Ak-47 até as coisas acalmarem não tinha a certeza se tinham encontrado tudo e se nos poderiam numa segunda fase querer eliminar.
Meia hora depois estamos em casa e o Prof.Acácia sussurra-me baixinho:
- SHane não te preocupes tenho um micro chip com toda a informação no brinco da orelha, velhos métodos piratas, impressionei-te shane não?
- Deveras, deixe-me adivinhar que a informação em papel era areia para os olhos o que quer dizer que estamos tramados eles vão voltar e eu não sei lutar com robots destes o prof sabe eheheheheh?
- Bolas Shane esqueci-me que Babel nunca descansa....até atingir os seus objectivos.
- Bem vou ligar para o Sheng Wayne e vamos tratar disto o mais rápido possível ver se temos certezas ou enterrar-mos isto estamos a brincar com o fogo!
Depois de algumas tentativas apanho Sheng Wayne no video-telefone e combinamos estar no armazem dele em meia hora.
Montamos o ciclo-flutuador a toda a velocidade e prontamente chegamos ao armazém.
- Boa Noite Sheng Wayne não estamos sós, Guardiões de Babel!

terça-feira, 23 de março de 2010

Fossa de Babel Episódio 104


O "aero-taxi" levantou é sempre para um ser humano estranho mudar de elemento físico, neste caso mesmo com a ajuda do -jet-chopter- ficar com a visão dos passáros e sentir o nó na barriga das manobras que se fazem para surfar o ar.
- Prof!
- O que!
- Ainda havemos de fazer árvores suspensas...tipo as da babilónia...são o tema dos meus últimos "desenhos"...são uma coisa bonita árvores suspensas.
Uns poucos minutos à frente sentimos a aero-nave a descer vertiginosamente como se fosse fazer uma aterragem de emergência o que veio a acontecer. De repente da carlingue sai o piloto de mãos elevadas com dois individuos de pistola em punho e cara tapada.
Tentamos-nos manter despercebidos tínhamos os planos do "foto-atomizador" e pensamos que talvez os procurassem.
Um dos bandidos revistou-nos um a um e gritou para o outro:
-Bzzzzzzzzz Temos aqui algo!
-Bzzzzzzzzz Recolhe-os e vamos-nos daqui....
E assim lá foram os planos do nosso menino e os dois bandidos sairam do lugar a uma velocidade estonteante como se tivessem fogo nos pés. Nunca os tinha visto mas estava na certeza que eram os famosos guardiões de babel -Robots.
Retomamos o "Aero-Taxi" e voamos rumo a Central-OB.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Fossa de Babel Episódio 103



Deita-se e acorda-se como na vida muitas vezes sem vontade e condições, deitei-me já muito tarde depois da conversa com Sheng Wayne. É manhã clara agora que me junto ao pedaços e recordo-me do amanhecer que vi com Ginger na encosta perto do lugar dos meninos selvagens e
fico como que suspenso nos pensamentos à procura de empatia hormonais ainda não esquecidas.
Mas a vida é feita por mais do que pensamentos e eu esqueço-me disso. Consigo uma caneca que chá orgânico que é a única coisa que existe por aqui enquanto espero que Prof.Acácia acorde e heis que ele chegue à sala.
- Bom dia Shane, já fora da cama ou ainda não te aconselhas-te?
- A segunda parte a dos conselhos está garantida a do sono é que foi rápida e em vão estou todo dorido. Mas Prof. já tive a conversar com o meu amigo Sheng Wayne e estamos combinados eu e o prof vamos lá explicar o "foto-atomizador" e encontrar passos onde tenha falhado ele é de máxima confiança, tenho apenas que acrescentar que ele também tem as causa dele e que ficará com alguma soma.
- Ok Shane parece-me justo....terei de chamar um "aero-taxi" até Central-0B via demorar algumas horas entretanto vou organizar os planos.
Aproveitei o resto do tempo para ver as árvores de fruto floridas e como é triste ver as suas folhas a cairem.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Fossa de Babel Episódio 102



Fiz o log in no computador do professor para tentar apanhar o SHeng Wayne On-line era necessário resolver o problema do "atomizador" e quando de visita ao seu escritório soube desde logo pela entrada que se passavam coisas "interessantes" por lá. Depois de alguns cigarros e duas chávenas de café a noite já ia avançada e o sono e o cansaço da caminhada começavam a tomar conta de mim, animal da noite.
Mas heis que ouço o plim e encontro-o no messanger penso apenas se será seguro abrir o jogo com ele num chat e tomo as minhas providências
- Olá Sheng Wayne....ainda acordado....
- Insónias Shane....terriveis insónias.....são como labirintos que tenho que resolver mentalmente um pouco como a história do minotauro mas essa toda a gente conhece.
- Ás vezes também tenho disso talvez tenha sido problemas gerados do "cativeiro", mas hoje é mesmo um problema concreto que me ira o sono.Lembras-te de eu estar ligado a um programa de reflorestação chamado "projecto sombra".
- AIoooooooooo lemblo-me sim....
- A primeira parte de projecto "desenhar" árvores que fossem capazes e aguentar a aridez dos solos e de crescimento rápido sem consequências nefastas para a natureza foi estabelecida. O segundo patamar realizar aproveitamento de energia através da energia libertada pela fotossíntese, pode-te parecer uma ideia idiota numa árvore mas imagina em milhões
dela por todo o mundo, a terceira fase e a que tb te poderá interessar a ti se nos ajudares (isto não dizendo que não tivesses ficado contente com as outras) mas eu sei que tu também tens as tuas causas, eu passaria aí com o professor e discutiríamos o assunto.
- Compreendido Shane mas antes de me desligar aqui fica a dia eu sei que tu aplecias:
- No espelho partido partisse-a o homem contido nele?; Perdeu-se o reflexo!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Fossa de Babel Episódio 101

-Prof.o esquema será simples, quanto carvalhos sombras em viveiro teremos por aí?
-Teremos uns milhares, uns 45.ooo ou por aí.
-Qual o preço de custo deles?
-Uns 17 créditos, basicamente são sementes já germinadas de árvores existentes aqui apenas incluo o preço de manutenção da água e adubos fertilizantes orgânicos.
-Bem a campanha seria assim por cada árvore que se vende-se em cada florista ou rede de distribuição de flores e venderiamos o árvore por 100 créditos comprometendo-nos em usar o dinheiro para reflorestar o Gerês e ajudar ao mesmo tempo a manter o Centro de pesquisa do Santuário do Gerês. (100 créditos é uma quantia muita baixa), ou seja cresce uma árvore na natureza e um no quintal da pessoa que colabora.
-Shane isso é uma boa ideia mas não sei se teremos logística para isso.
-Teremos professor usaremos as associações de defesa ecológica que ainda não nos odeiam :).
-Mas acho-a uma boa ideia, bem visto Shane.
- Foi apenas um devaneio Prof. como sabe apesar de ser um analfabeto dei um pouco de tudo nesta vida.
- MAs hoje sou eu a contar-te uma história, As Dríades ou Dríadas, na mitologia grega, eram ninfas associadas aos carvalhos. De acordo com uma antiga lenda, cada dríada nascia junto com uma determinada árvore, da qual ela exalava. A dríade vivia na árvore ou próxima a ela. Quando a sua árvore era cortada ou morta, a divindade também morria. Os deuses frequentemente puniam quem destruía uma árvore. A palavra dríada era também usada num sentido geral para as ninfas que viviam na floresta.
As ninfas de outras árvores são chamadas de hamadríade.
As dríadas também eram consideradas feiticeiras na mitologia nórdica. Mas há outras fontes que apontam que elas eram criaturas mitológicas que habitavam as florestas e bosques e davam presentes aos homens que as protegiam de lenhadores e quando ficavam furiosas elas engoliam os homens e eles nunca mais eram vistos outra vez.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Fossa de Babel Episódio 100

Manhã majestosa, dormi no alpendre no saco cama e consegui tomar um banho que me esticou as peles e arranjei restos de árvores para fazer uma fogueira tinha trazido a velha cafeteira que guardava desde os tempo dos escuteiros acendi o cigarro e com a alegria do sol deu-me para cantar velhos hinos "celtas".
Depois do cigarro fumado, tenho por habito sempre que posso fumar sentado, arrumei o "campismo" e fui caminhar pelas redondezas e absorver a natureza no seu melhor que ia perdendo árvores com a subida de altitude e ganhando aridez na sua plenitude.
Mas engraçados são os cardos que ainda não estão secos por agora e se agarram ás canelas dizendo que para onde vais é território virgem, não me ultrapasses que eu rasgo-te os pés.
Por a hora do Almoço vejo uns Garranos selvagens e aproveitar para matar a sede numa poça de Água que me parecia fresca.
Estava em altitude máxima e o sol já corria para poente era altura de descer do topo porque a descer uma serra são trabalhos dobrados um pé mal posto e aí vai uma bola por aí a baixo. Cheguei À estrada logo logo apanharei o abrigo vejo-o já ao longe o Professor Acácia acena-me da janela:
-Então meu velho atiro eu, qual foi a ultima vez que caminhas-te por aqui.
-Não gozes comigo, infelizmente nasci para rato de laboratório!
- E eu para rato...mas rato livre! Prof. arranjei uma ideia para nos safar-mos, mas conto-ta ao jantar estou com uma fome dos diabos.

terça-feira, 16 de março de 2010

Fossa de Babel Episódio 99




Depois de ter acalmado o professor e a hora já ia adiantada tive que me contentar com uma refeição de lentilhas ao estilo macrobiótico que me deixou farto mas insípido.
Dirigi-me ao alpendre acendi um cigarro e reflecti o que estava cansado sentei-me num largo tronco e tornei a reflectir:
-Em alquimia, a rosa branca e a rosa vermelha são símbolos conhecidos da tintura lunar e da tintura solar, as quais são utilizadas para encontrar a pedra filosofal.
A Pedra Filosofal (Medicina Universal, Lápis Filosoforum) era o principal objectivo dos alquimistas. Segundo a lenda, era um objecto que poderia aproximar o homem de Deus. Com ela o alquimista poderia transmutar qualquer metal inferior em ouro, como também obter o Elixir da Longa Vida que permitiria prolongar a vida indefinidamente. O trabalho relacionado com a pedra filosofal era chamado pelos alquimistas de "A Grande Obra" . O que ainda não tinha conseguido para os homens já o teria conseguido com as árvores o professor Acácia e era indecente o que estavam a fazer com ele, comigo já há muito tempo sabia que eu era uma parte do problema, viam-me como um marginal braço armado.Mas o nosso ouro esta perto neste caso diamantes , e com eles o nosso sonho de reflorestar a Fossa.
Espreguiço-me de novo no alprende e lembro-me da canção de António Gedeão:

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer

como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos

como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam
como estas árvores que gritam
em bebedeiras de azul
(...)